A fintech vai implementar a chamada “Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada” (ASA, na sigla em inglês), que se baseia em uma fórmula padronizada que considera a classificação do resultado por linhas de negócio, além de considerar as operações de crédito e títulos de valores mobiliários.
De acordo com o Neon, se a nova metodologia estivesse em vigor já no primeiro semestre de 2024, o capital exigido teria sido reduzido em aproximadamente R$ 110 milhões. Além disso, o índice de adequação de capital da Neon teria apresentado uma melhora de cerca de 4 pontos porcentuais.
O diretor financeiro e operacional da Neon, Jamil Marques, observa em nota à imprensa que com a aprovação do BC, será possível reduzir o capital exigido para o risco operacional e, com isso, a fintech pode direcionar mais recursos para continuar expandindo os serviços financeiros.
A metodologia ASA nasceu dentro das regras do Basileia III, conjunto de reformas e regulamentações criadas após a crise financeira mundial de 2008. Ao contrário da Abordagem do Indicador Básico (BIA), que calcula o capital com base em uma porcentagem fixa do resultado operacional do banco, a metodologia ASA leva em consideração fatores mais refinados, como resultados classificados por linhas de negócio, além de considerar as operações de crédito e títulos de valores mobiliários, permitindo uma avaliação mais precisa dos riscos operacionais.
“Essa abordagem proporciona uma maior eficiência na alocação de capital, ajustando-o de acordo com o perfil de risco específico da instituição”, ressalta o comunicado do Neon.
Pelas regras do Acordo de Basileia, os bancos devem reservar capital para lidar com três tipos de risco, dos quais o de crédito é o principal. Há ainda os riscos de mercado e de operacional. Para calcular os valores, há as metodologias ASA, BIA e abordagem simplificada (ASA2).
No final de dezembro, o Nubank recebeu autorização para usar o modelo ASA na Nu Pagamentos. Cálculos do banco digital indicaram que teria uma redução do capital mínimo exigido de US$ 152 milhões caso usasse o modelo desde setembro do ano passado.
